SÃO PAULO - Um asteroide passou nesta sexta-feira, 15, a apenas 27.59 quilômetros da Terra - distância bem menor que a dos satélites que orbitam o planeta, a cerca de 36 mil km de altitude -, horas depois de um meteoro explodir sobre os Montes Urais, na Rússia. É a menor distância registrada entre uma rocha dessa magnitude - 45 metros de comprimento - e a Terra.
Em todo o mundo, cientistas insistiram que o meteoro e o asteroide não têm nenhuma relação, já que eles aparentemente viajavam em direções opostas. O asteroide que passou "raspando" pela Terra é cerca de três vezes maior que o meteoro e deleitou astrônomos na Austrália e nos arredores, que puderam observá-lo sem problemas, em um céu noturno limpo.
Chamado de 2012 DA14, o asteroide não colidiu com nenhum satélite em órbita, como previram os cientistas. Agora, segundo Paul Chodas, do programa de Objetos Próximos da Terra do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, o asteroide "está indo embora".
A passagem de um meteoro que cortou o céu na região oeste da Sibéria assustou os moradores da cidade de Tcheliabinsk.
A explosão causou uma onde de choque que estilhaçou vidraças e derrubou muros na cidade deixando 1.200 feridos, dos quais cerca de 200 crianças, segundo informações do governo russo.
Calcula-se que o evento tenha atingido uma área de 100 mil metros quadrados e danificado cerca de 3.000 prédios, entre eles muitas escolas.
Segundo especialistas, este é o maior objeto a atingir a Terra em um século. O último havia sido em 1908 no lago Tunguska, na Sibéria, quando um objeto de 100 metros explodiu sobre a região. Folha de S. Paulo

