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SP: Presas usam miolo de pão como absorvente, diz Defensoria

A Defensoria Pública de São Paulo entrou com uma ação civil pública contra o Estado para garantir o fornecimento de itens básicos de higiene e vestuário aos presos da região de Ribeirão Preto (SP). Uma das situações mais graves encontrada pelos defensores foi na Cadeia Pública Feminina de Colina(SP), onde nenhum absorvente íntimo foi entregue às detentas em 2012, fazendo com que elas utilizassem miolos de pão para conter o fluxo menstrual. O caso foi relatado por familiares das presas ao defensores Patrick Lemos Cacicedo e Bruno Shimizu, do Núcleo de Situação Carcerária da Defensoria paulista. Segundo Shimizu, um levantamento realizado em 2012 aponta que a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) gastou R$ 3,84 durante todo o ano com cada detenta em Colina. “As presas tiveram de sobreviver com a entrega de pouco mais de quatro rolos de papel higiênico cada uma durante todo o ano", afirma. Na ação, divulgada pela Defensoria nesta terça-feira (22), Shimizu pede em caráter liminar que o Estado forneça imediatamente aos presos da região de Ribeirão itens básicos como escovas de dente, blusas de frio, cobertores e absorventes. "Há locais em que os detentos são tratados como animais, se não pior", avalia.

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