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MP quer venda de acarajé dentro da Arena Fonte Nova durante a Copa

31/10/2012 - Patrimônio imaterial, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2004, o acarajé deverá ser comercializado dentro da Arena Fonte Nova nos moldes em que tradicionalmente é vendido em Salvador durante a realização da Copa das Confederações e da Copa do Mundo. Esta é apenas uma das recomendações feitas pelo promotor de Justiça Ulisses Campos, coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Ministério Público (Nudephac), ao Iphan, ao Ministério do Esporte, à Secretaria Estadual para Assuntos da Copa (Secopa), à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e à Empresa de Turismo do Município de Salvador (Saltur). Após recebida a recomendação, os órgãos terão 15 dias para comunicar a orientação do MP à Federação Internacional de Futebol (FIFA) no Brasil. A recomendação explicita ainda o fato de que a venda do quitute deve ser realizada por vendedoras e vendedores de acarajé cadastrados na Associação de Baianas de Acarajé e Mingau do Estado da Bahia, que poderão trabalhar vestidas com os trajes típicos da sua expressão cultural e religiosa. A recomendação faz uma ressalva, alertando que “por nenhuma hipótese será tolerada a comercialização do acarajé por outra forma que não a tradicional”, afastando ainda a possibilidade de “qualquer comercialização de acarajé concorrente à das baianas no estádio de futebol ou em suas cercanias, por parte de empresas, em especial empresas oriundas do capital estrangeiro”. Em caso de não ser seguida a orientação, o Ministério Público estadual buscará amparo na Justiça. (Politicalivre)

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