01/10/2012 - As eleições para prefeito de Curitiba vêm dando um novo sentido ao termo "negócio de família". Com mais de 90% da campanha financiada pelas empresas do pai - o apresentador de TV Ratinho -, o deputado federal Carlos Roberto Massa Júnior (PSC) lidera as pesquisas de intenção de voto na capital do Paraná, o sétimo colégio eleitoral do país (1,1 milhão de eleitores). Em nome da eleição do filho, Ratinho chegou a ignorar ordem judicial que o proibia de subir no palanque do pupilo. A estratégia vingou: a uma semana do primeiro turno, Ratinho Júnior, que até a metade do ano era considerado um "cavalo paraguaio" – capaz de gerar interesse no começo, mas que inevitavelmente decepciona quando a campanha começa para valer –, é o favorito do eleitorado. SAIBA SOBRE A PESQUISA...
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra Ratinho Jr. com 32% das intenções de voto, contra 25% do segundo colocado, o atual prefeito Luciano Ducci (PSB). Se vencer, Ratinho Jr. vai romper uma tradição de 27 anos em Curitiba: desde 1986, ano da volta das eleições diretas para prefeito em capitais, os curitibanos sempre elegeram o candidato apoiado pelo governador ou integrante de um grupo que já ocupava a prefeitura.
Aos 31 anos, Ratinho Jr. tirou o foco daquele que parecia ser o principal embate da eleição: entre o do ex-deputado Gustavo Fruet (PDT) e o prefeito Luciano Ducci. Tudo isso com um terço do tempo de TV de Ducci. A situação lembra a do candidato Celso Russomano (PRB), líder em São Paulo – os dois são de partidos nanicos e têm como principal apelo da campanha o tom popularesco.
Com o favoritismo, vieram os ataques. Seus dois adversários, que passaram boa parte do ano mirando um no outro, passaram a acusar Ratinho Jr. de "amadorismo". Ducci disse que a cidade "não precisa de animador de auditório, mas alguém que saiba administrar". Já Fruet comparou o filho do apresentador com o ex-presidente Fernando Collor de Mello.
