24/09/2012 - Atualmente, apenas 8% do bagaço da cana-de-açúcar é utilizado no processo de produção de etanol e açúcar. Os outros 92% são reaproveitados, principalmente, para gerar energia elétrica, por meio de sua queima nas próprias usinas. Mas, pesquisadores brasileiros vêm descobrindo que é possível extrair muito mais que energia com a parte excedente do bagaço e da palha da cana-de-açúcar. Com o material, se produz também os chamados biocombustíveis de segunda geração, nome dado ao álcool feito com os resíduos da cana e uma das alternativas mais promissoras e ambientalmente sustentáveis para a substituição de combustíveis fósseis. Estudos já vêm sendo realizados em universidades de alguns estados brasileiros, como Rio de Janeiro e São Paulo, e a Bahia será a primeira do Nordeste a desenvolver um projeto neste sentido. A Universidade Salvador (Unifacs) inaugurou na última semana o Núcleo de Química Verde, laboratório de etanol de segunda geração que reaproveita o bagaço da cana-de-açúcar para produzir combustível. (ATarde)
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