26/09/2012 - O uso das obras de Monteiro Lobato nas escolas brasileiras vai mesmo ser definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta terça-feira, um encontro foi realizado no Ministério da Educação com autores da ação contra o livro Caçadas de Pedrinho, mas não houve acordo entre as partes. Os críticos ao livro consideram o texto racista e chegaram a pedir a proibição do uso nas escolas. Embora tenham desistido da medida radical, fazem exigências que não são atendidas pelo governo. No encontro desta terça, eles reiteraram que não abrem mão que Caçadas de Pedrinho – e todas as obras que tenham algum conteúdo racista – ganhem uma nota explicativa, elaborada por especialistas do MEC, que possam dar suporte aos educadores em sala de aula. Mas só essa medida, até já admitida pelo governo como uma possibilidade razoável, é insuficiente na avaliação dos críticos. Eles querem também garantias de que a educação sobre relações étnico-raciais sejam incluídas; como disciplinas que correspondam a, pelo menos, 15% dos currículos; na formação inicial dos profissionais de educação (seja em cursos técnicos, de graduação, pós, especialização ou de extensão). (Último Segundo/Ig)
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