25/09/2012 - As ações do Facebook despencaram cerca de 10% nesta segunda-feira, para até US$ 20,36, depois que a revista "Barron's" questionou o valor da empresa, citou o preço do papel como "muito caro" e avaliou a ação em apenas US$ 15, apesar de um declínio acentuado desde sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), em maio. A queda acionou o "circuit breaker" da Nasdaq - destinado a proteger o preço da ação do investidores de varejo - durante o dia. Andrew Bary, da Barron's, disse que as ações são negociadas em "múltiplos elevados de vendas e de lucros, enquanto crescem as incertezas sobre as perspectivas para o negócio", ainda muito novo. Em pauta está a mudança dos usuários de desktops para dispositivos móveis. A empresa ainda está tentando descobrir como anunciar para pessoas que usam celulares e tablets para acessar a rede social. Bary disse que o sucesso no meio móvel é "algo com nenhuma certeza". LEIA MAIS...Os anúncios móveis devem caber em telas muito pequenas, que não dão ao Facebook "muita espaço para configurar anúncios sem alienar os usuários", disse Bary. Ele também chamou de "significativas" as despesas com compensações de ações que ocorreram nos últimos meses. A ação da empresa de Menlo Park, Califórnia, caiu US$ 2,03, ou 8,9%, fechando em US$ 20,83. A empresa veio a público em 18 de maio a um preço de US$ 38 por ação. O Facebook se recusou a comentar o artigo. Por US$ 15, o Facebook ainda estaria avaliado em 24 vezes o seu lucro projetado para 2013. Isso é comparado ao estabelecido para gigantes de tecnologia como Apple e Google, cujas ações equivalem a cerca de 16 vezes os seus ganhos em 2012, argumentou o artigo da "Barron's". "O CEO Mark Zuckerberg parece ter uma atitude nobre" sobre compensação de ações, escreveu a "Barron's", por causa da política da empresa de conceder mais ações aos empregados mais importantes para compensar o preço de suas ações em declínio acentuado na bolsa. - É tão novo que há uma falta de base de comparação para qualquer um se guiar - disse Brian Wieser, da Pivotal Research. (OGlobo)
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