16/07/2012 - Ir a uma delegacia, enfrentar o constrangimento e a vergonha são as primeiras barreiras enfrentadas pelas mulheres vítimas de violência. Após este passo, enveredar por uma estrutura de atenção estatal que enfrenta dificuldades para funcionar em rede também alimenta outro receio: a impunidade. “Há casos em que se passam até quatro meses para que o agressor seja ouvido na delegacia”, conta o pedagogo Mário Sérgio Leonor, do Centro de Referência Loreta Valadares (no bairro da Federação). A hoje militante Maria Iracema Souza Santos, 46, sofreu por quatro anos os maus-tratos do marido, já falecido. O companheiro tentou matá-la para ficar com herança e provocou um acidente que lhe deixou numa cadeira de rodas. Após realizar nove cirurgias para curar-se do acidente, sobre o qual ela rejeita comentar, Maria Iracema se viu em condições de procurar ajuda e foi ao Loreta Valadares em agosto de 2006. Ela fundou a ONG Feliz Cidade, em Fazenda Coutos, onde tenta conscientizar as mulheres sobre a necessidade de denunciar os maus-tratos. Leia mais em A Tarde.
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