Cetáceo mamífero é da espécie Bryde. Biólogos decidem levar carcaça para praia
20/03/2012 - RIO - Uma baleia morta foi vista na manhã desta terça-feira no mar, nas proximidades da Avenida Niemeyer, na Zona Sul da cidade. A maré arrastou o corpo do mamífero até a Praia de São Conrado, na altura do posto 13. Segundo biólogos do Laboratório de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a baleia é um macho da espécie Bryde, com aproximadamente dez metros.
O corpo da baleia será rebocado para as areias da praia. A equipe de biólogos do laboratório disse que não conseguiu autorização do Cais do Porto para transportar o animal para lá nem o empréstimo de um reboque da Marinha. Os bombeiros que estão auxiliando o resgate da baleia e a transportarão até o continente.
— Vamos fazer a necropsia da baleia aqui na areia mesmo. Somente após esta análise poderemos saber o que provocou a morte. Analisando as imagens feitas do animal, vimos que se trata de um macho da espécie Bryde — explica o biólogo Douglas Paneppo.
O Laboratório de Oceanografia da Uerj é responsável pelo monitoramento desde a costa de Saquarema até as praias de Paraty e Trindade.
Bombeiros que atenderam ao chamado e foram ao resgate do animal contaram que a baleia está com diversos arranhões e machucados pelo corpo. Eles acreditam que a carcaça tenha se chocado contra algumas pedras. Eles disseram ainda que chegaram a pensar que o animal estava em trabalho de parto, mas chegando perto do corpo viram que o animal já estava morto e em avançado estado de decomposição, pelo odor exalado.
De acordo com o biólogo marinho e diretor do Instituto Aqualung, Marcelo Szpilman, esse tipo de mamífero tem um ciclo de vida que vai de 20 a 40 anos, em geral. A causa da morte do animal é difícil de ser identificada, mas Szpilman crê que ele já esteja em processo de decomposição:
— Há uma dobradura estranha na cauda. Além disso, a baleia está bem estufada, o que é causado pelos gases da decomposição. Se furarem o animal, vai exalar um cheiro horroroso.
Para Szpilman, a melhor opção é rebocar a baleia para o alto-mar. Segundo ele, se fosse para aproveitamento científico, o procedimento correto seria enterrar o animal para daqui a um ano desenterrar e compor os ossos do esqueleto:
— Mas, para se enterrar uma baleia, ela tem que estar recém-morta para que seja possível rebocá-la. Essa que está em estágio avançado vai arrebentar, a consistência da carne não aguentaria.
Enquanto os salva-vidas que foram ao socorro da baleia ficaram decepcionados com a morte do animal, o grupo de bombeiros que atua no Posto 10, na Praia de Ipanema, começou o plantão com uma bela visita. Um grupo de 12 golfinhos deu um espetáculo no mar, por volta das 7h da manhã, e aproximou-se a pouco mais de 100 metros da areia. A passagem durou pouco mais de 30 minutos e chamou a atenção de pedestres e banhistas que chegaram cedo à praia.
— Foi uma cena muito bonita. Eles chegaram juntos e ficaram um tempo nadando aqui na direção do posto, depois seguiram em direção as Ilhas Cagarras — recorda-se o sargento Edson Mattos.
No início do mês, um vídeo com um resgate de cerca de 30 golfinhos encalhados na Prainha, em Arraial do Cabo, deu o que falar na internet. As imagens mostram o momento em que eles se aproximam da praia e não conseguem voltar. Logo depois, banhistas se unem para devolver os cetáceos ao mar com rapidez. A ação termina com uma salva de palmas. GLOBO.COM

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