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25 mil estudantes baianos da rede pública não têm registro de paternidade

18/03/2012 - Pelo menos 25.201 crianças e adolescentes (de 0 a 18 anos) matriculadas nas escolas estaduais da Bahia não têm o nome do pai em seus registros. Os dados são do Núcleo de Promoção da Paternidade Responsável (Nupar) do Ministério Público da Bahia. O Nupar tem uma parceria com com escolas públicas estaduais e municipais com o intuito de promover o reconhecimento de paternidade dos estudantes. No próximo mês de abril, entre os dias 9 e 20, a unidade móvel do projeto 'MP vai às Ruas' vai se instalar em Paripe (subúrbio ferroviário), onde foi constatado que existem na área, 4.299 crianças sem a paternidade reconhecida. No ônibus do MP, serão atendidos moradores de Praia Grande, Alto da Terezinha, Escada, Plataforma, Fazenda Coutos I e II, Ilha Amarela, Itacaranha, Santa Luzia, Rio Sena, Lobato, Nova Brasília, Coutos, Periperi e Paripe, estando todo cronograma estabelecido para os próximos meses tanto na capital quanto no interior. Segundo a promotora de justiça do Nupar Lúcia Helena, o projeto não é limitado ao atendimento só de crianças e adolescentes, pois já foi promovido o reconhecimento da paternidade de uma pessoa de 65 anos de idade e até o reconhecimento de uma maternidade.

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