17/01/2012 - No fim do ano passado, o presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista, cunhou uma frase bastante reveladora do modus operandi da Anatel. Ao ser questionado sobre a iniciativa da agência de exigir que o cliente também tenha o direito de comprar no varejo os aparelhos necessários para a sintonia das TVs por assinatura - chamados de set top boxes - o executivo classificou a ideia de "uma solução em busca de um problema". De fato, nunca vi ninguém reclamando do modelo de comodato dos set top boxes para que uma "solução" precisasse ser elaborada.
A confusão criada na semana passada pela Anatel envolvendo o pedido de anulação dos parâmetros de qualidade da banda larga, feito pela Oi, parece seguir a mesma lógica. Nos últimos dias, a agência tomou uma série de medidas para reverter o mal estar provocado pela abertura de uma consulta sobre o pedido. Apesar de positivas, as ações acabam funcionando como soluções de um problema que não deveria existir. Leia mais na Band.
