25/12/2011 - Escondidas em ruas estreitas, pelo menos 22 favelas resistem em áreas nobres de São Paulo. A falta de projetos municipais de reurbanização para núcleos de bairro faz algumas ocupações já completarem mais de 60 anos. O número de imóveis passa de 1,6 mil, com a estimativa de que eles abriguem pelo menos 6 mil moradores que estão no fim da fila por uma habitação popular. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, com informações da Secretaria Municipal da Habitação, mostra que há ocupações em Vila Mariana, Campo Belo, Itaim-Bibi, Aclimação, Brooklin e Vila Madalena, nas zonas sul e oeste. A maioria está distante de grandes avenidas e, por isso, chega a passar despercebida. No entanto, com exceção de Jan Breughel e Brooklin 2, todas as demais estão listadas no Plano Municipal de Habitação, com remoção prevista até 2024. Na Favela Mauro, no Planalto Paulista, zona sul, a venda de drogas ocorre durante todo o dia e a lista de “clientes” inclui vizinhos da comunidade. Foi lá que, há nove anos, o estudante Gustavo Pereira, de 22 anos, comprou a cocaína que consumiu antes de matar a avó e a empregada da casa a facadas, no mesmo bairro. A proximidade com a criminalidade, que muitos acreditam estar concentrada apenas nas grandes favelas, como Heliópolis e Paraisópolis, assusta vizinhos. Eles acionam a polícia para apartar brigas e reduzir os sons das festas, mas, por medo de represálias, não registram boletins de ocorrência. (Agência Estado)
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