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Tributo à Legião Urbana transforma Rock in Rio em um coro único

30/09/2011 - Tão difícil quanto explicar a vitalidade da Legião Urbana 15 anos depois da morte de seu vocalista e principal poeta-compositor, é tentar entender como o próprio Renato Russo consegue se manter em diálogo com diferentes gerações – incluindo aí a atual, que não chegou a ver no palco o trio, também composto por Marcelo Bonfá e Dado Villas Boas.
Um tributo à Legião abriu o palco principal do Rock in Rio na noite desta quinta-feira, 29. Acompanhados da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), os músicos se revezaram no palco cantando alguns dos clássicos que não saem da memória – e da boca – do público. Coube a Rogério Flausino abrir as apresentações, com “Há Tempos”. Imitando Renato nos gestos, mãos na cintura e até com os passinhos descompassados, o líder do Jota Quest emendou também “Quase Sem Querer”.
O público cantou junto em todos os momentos. Toni Platão veio em seguida com a melosa “Quando o sol bater na janela do seu quarto”. A cada pequeno intervalo, gritos de “uhu, é Legião, uhu, é Legião”.
Veio então Pitty, visivelmente perdida na primeira parte de “Índios”. Não sabia se puxada mais no grave ou no agudo. O grave exagerado de sua voz não foi acompanhado pelo público que parecia não se importar com o descompasso. Não estavam todos ali assistindo a um show, mas fazendo parte dele. Foi exatamente isso que entendeu Dinho Ouro Preto, ao subir no local para cantar “Por Enquanto”. “Nem precisa ter gente aqui em cima. Vocês sabem todas as letras. Vocês fazem o show”, disse ele. IG

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