22/09/2011 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes reuniu-se hoje com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e retomou a polêmica sobre o reajuste dos servidores do Judiciário, inclusive dos ministros da Corte, ao criticar o supersalários do Legislativo. “Precisamos colocar ordem nesse caos que está imperando na área de recursos humanos”, disse o ex-presidente do STF. “Se são tantos os servidores (do Legislativo) que estão ultrapassando o teto (do funcionalismo), há algo de errado nesse contexto”, criticou. Mendes referia-se aos “supersalários” do Legislativo, que estão sendo questionados nos tribunais, porque excedem o teto salarial previsto na Constituição equivalente aos salários dos ministros do STF, atualmente no valor de R$ 26,7 mil. Mendes defendeu a retomada do diálogo com o Executivo e o Legislativo para que seja buscada uma alternativa para uma “equalização salarial” entre as carreiras dos três poderes. As negociações foram esvaziadas pelo Planalto, que não garantiu, por parte do Executivo, a inclusão do reajuste do Judiciário no Orçamento de 2012, deixando a decisão para o Congresso. “Não é possível encerrar o diálogo”, disse o ministro. (Agência Estado)
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