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Dilma diz que não vai 'permitir ataques a nossas indústrias e empregos'

07/09/2011 - A presidente Dilma Rousseff dedicou a maior parte de seu pronunciamento em cadeia de rádio e televisão em comemoração ao dia da Independência para falar dos perigos da crise econômica internacional, mas avisou que a "principal arma" do País "é ampliar e defender mercado interno" e que o seu governo "não irá permitir ataques às nossas indústrias e aos nossos empregos e não vai permitir jamais que artigos estrangeiros venham concorrer, de forma desleal, com nossos produtos".
Ressaltou ainda que, embora os países mais desenvolvidos do mundo estejam enfrentando graves problemas, o Brasil "está plenamente preparado enfrentar mais este desafio". Dilma advertiu que "os países ricos se preparam para um longo período de estagnação, até de recessão", mas tentou tranquilizar o País dizendo que "a crise não nos ameaça fortemente porque o Brasil mudou para melhor".
Avisou, ainda, que "estaremos bem atentos para evitar qualquer efeito mais grave da crise internacional", ressaltando que "estar atento não significa ficar com medo ou ficar paralisado, ao contrário", mas sim que "vamos continuar trabalhando, consumindo, abrindo e ampliando empresas, plantando e colhendo fruto da nossa agricultura, prosseguindo os investimentos em infraestrutura a todo vapor".
A presidente salientou ainda que "nossa situação é de fato privilegiada em relação a muitos países do mundo, mas estamos aquém do podemos e do que necessitamos, e temos muito espaço para crescer". Estadão

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