17/07/2011 - A fama de festeiro do baiano já ganhou o mundo com o Carnaval. A novidade é que “o diabo no quadril”, como diz a música, nem sempre quer dizer curtição; os baianos passaram também a investir mais em negócios ligados ao entretenimento. Entre 1998 e 2008, o número de estabelecimentos no setor cultural na Bahia cresceu 115,7%, passando de 5,2 mil para 11,2 mil, enquanto a alta registrada nos outros setores foi de 78,7% no mesmo período, segundo os dados mais atuais do Ministério do Trabalho. Para o diretor de economia criativa da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), Luciano Damasceno, ainda há espaço para novos empresários: “Os negócios vêm crescendo cerca de 7% ao ano no Estado. As artes cênicas, audiovisual, teatro e música além de moda, design e publicidade são grandes apostas para os próximos anos. O jornalista Bruno Saphira começou como produtor cinematográfico autônomo ainda na graduação e, em 2008, decidiu abrir a sua própria empresa, a Lira Cinematográfica. “O mercado audiovisual na Bahia está em expansão, por conta da internet e das próprias empresas que estão investindo em vídeos institucionais”, afirma ele, que tem como meta dobrar seu faturamento este ano. (A Tarde)
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